sobre a fattoria

Trinta e um anos depois voltamos à mesma esquina onde a nossa história começou.

Ao prédio histórico que recebeu nosso primeiro restaurante e no qual iniciamos agora um novo capítulo com a Fattoria Ráscal.

Uma casa com serviço à la carte em que a cozinha mediterrânea, que nos é tão familiar, flerta com o Levante e se ampara nos ingredientes de pequenos produtores. Tudo sempre muito fresco e sazonal.

Os mesmos princípios que formaram a maneira de comer, de pensar a comida e de cozinhar de nossa chef, Nadia Pizzo, nascida e criada num pequeno vilarejo da Ligúria.

Assim, não se abre mão da artesanalidade dos preparos. As massas são feitas na hora do pedido, diante dos olhos do cliente, que pode acompanhar este lindo gestual por meio de uma grande parede de vidro que protege o pastifício do salão.

E recorre-se ao poder primitivo do fogo. Carnes, peixes, frutos do mar e arrozes são finalizados no carvão; pizzas individuais com recheios contemporâneos, assadas em um moderno forno a lenha.

Se a cozinha nos transporta para o Mediterrâneo em toda a sua simplicidade e fresco; e o ambiente, também. Por seus tons de areia, bege e verde e materiais algo rústicos, o projeto arquitetônico, assinado pelo Estúdio Penha, também nos faz lembrar das lindas costas da região.

nossa chef

Nadia Pizzo

Nádia cresceu em Bussana Vecchia, na Ligúria, que ela descreve como um pedacinho de terra entre o mar e a montanha, onde não há planícies e os vilarejos brotam entre as pequenas faixas de terra criadas há tempos, com pedras. Os pais, que chegaram a ter na cidade uma fábrica de casquinhas para sorvete, haviam vendido o negócio para se dedicar à agricultura familiar que tanto amavam. Gostavam de viver para o essencial. Tinham duas pequenas hortas, um terreno com algumas vinhas e um outro com cerca de 100 oliveiras.  Faziam vinho e azeite, que vendiam sem rótulo aos vizinhos e conhecidos que batiam à porta ao final do dia. No vilarejo, as pessoas sabem quem faz um bom produto.

Compravam muito pouco. Tinham galinhas e coelhos, conheciam o pescador, limpavam o peixe no mar, adoravam as sardinhas, com que a mãe fazia sempre sardinara. Do pequeno mercado, traziam carne, que era de fazendas conhecidas, queijo e pão clássico. A maior parte do que comiam vinha das duas pequenas hortas que os pais cultivavam todo final de tarde, enquanto ela e a irmã corriam entre os pés de cereja, pêssego e amarena e brincavam com as filhas dos vizinhos.

Na casa, comida era sempre o assunto principal. Acabava o almoço e já estavam pensando no que fazer para o jantar. No vilarejo não tinha restaurante. Nádia conta que cozinhar era tão parte de sua rotina que não imaginava que poderia ser uma profissão. Assim que, aos 18 anos, saiu de casa para fazer faculdade de moda no Instituto Marongoni, em Milão. Foi pouco depois de formada que conheceu um estudante brasileiro de fotografia e, em 15 dias, mudou-se para o Brasil. Trabalhou alguns anos como estilista, gostava da parte criativa, mas sentia falta da simplicidade e da essência da vida com que tinha crescido. Após alguns anos de dedicação integral às filhas e muita comida gostosa em casa, Nádia começou a dar aulas de cozinha para jovens no Instituto Acaia. E assim conheceu Liane, fundadora e à época cozinheira -chefe do Ráscal, ambas professoras. Após muitos anos desenvolvendo nossas receitas-ícone, como o ravióli Ráscal ou a torta de maçã, Liane buscava alguém que pudesse trazer novidades, mas sem perder a essência da cozinha de campo, que valoriza o bom ingrediente, que sempre a norteou.

Foi um encontro de almas.

nosso bar

Estamos em uma região pulsante da cidade, com vida cultural intensa e variada.

Nada mais adequado, portanto, que o bar do restaurante tivesse luz própria.

E nem precisamos ir longe para achar a pessoa perfeita para construir o “bar de respeito” que a gente queria para o Fattoria. Convidamos Mauricio Barbosa, do Tujuína, um dos mais conceituados e respeitados bartenders da cidade, para montar a carta e treinar a equipe.

Drinques autorais e clássicos inesquecíveis que casam à perfeição com as criações de nossa cozinha, mas que podem também, por que não?, brilhar sozinhos no balcão, se a ideia for apenas fechar a noite com um drinque gostoso depois do teatro ou de um show. Coquetelaria contemporânea com criações frescas e surpreendentes